“A Vida Invisível”
de Vítor Gonçalves (realizador português que regressa ao cinema 25 anos depois
do seu último filme: Meia Noite) é um filme perfeito. Sem falhas… pelo menos,
para mim…
Hugo é um
homem em negação em relação a si próprio e aos outros… Vive à parte e sente uma
relação profunda de compaixão com a escuridão… Mas a morte do seu colega de
trabalho António e o relacionamento com a sua antiga paixão, Adriana colocam-no
numa perspetiva diferente embora, ainda, bastante isolado…
Hugo irá
reacender a chama com Adriana ao mesmo tempo que vasculha os antigos filmes em
Super 8 de António…
“A Vida
Invisível” encanta o espetador com o espetacular trabalho de câmara de Vítor
Gonçalves com brilhante uso de ângulos visuais e um espetacular uso da cor,
maioritariamente, em tons negros mas, ainda assim, perfeitos…
O realizador
faz, também recurso a espetaculares segmentos em Super 8 que, de certa forma,
podem-se rever como uma antítese da própria história retratada…
Um filme a
não perder que continua em exibição no cinema Medeia Monumental que vale não só
propriamente pela história em si (que é ótima, interessente e cativante, apesar
de, em certa forma, degradante), mas pelos brilhantes segmentos Super 8 e pelo
excelente trabalho de câmara!
Veredito: ★★★★★


