O novo filme de Woody Allen chegou hoje às salas
portuguesas. Magia ao Luar conta, nos papéis principais, com Colin Firth e
Emma Stone, tendo, também, no restante elenco nomes como Jacki Weaver, Hamish
Linklater, Eileen Atkins, entre outros.
Um mágico de truques Orientais (Wei Ling Soo/Stanley – Colin
Firth) é chamado pelo seu grande amigo de longa data, Howard (Simon McBurney),
a fazer mais um dos seus habituais trabalhos – desmascarar médiuns… É aí que
surge Sophie (Emma Stone) que lhe irá baralhar todo o seu habitual sistema…
Longe dos grandes trabalhos de Woody Allen (como Annie Hall
ou Manhattan), não chega, sequer, a superar o último trabalho – Blue Jasmine
(que foi grandiosamente ostentado pela magnífica interpretação de Cate
Blanchett) mas supera, sem dúvida alguma, o anterior a esse – Para Roma com
Amor (provavelmente o mais fraco [ou, pelo menos, um dos mais fracos] trabalhos
da carreira de Allen) …
Woody Allen fez a escolha acertada ao confiar a fotografia a
Darius Khondji (com quem já havia trabalhado em Meia-noite em Paris ou Anything
Else – A vida e tudo o mais) garantindo uma brilhante fotografia de época da
Riviera Francesa dos anos 20, embora tenha uma pequenina falha pouco depois do
início do filme que são reflexos solares que, acho, poderiam ser perfeitamente
evitáveis…
O filme sustenta-se com a interpretação de Colin Firth que
quer a todo o custo (mesmo tendo de ser sarcástico ou grosseiro) desmascarar a
médium pois acredita, veemente, que não existem magias ocultas, não é possível
o contacto com o oculto nem com o depois da vida…
Não é a primeira vez que Woody Allen lida com a magia ou a
arte oculta (lembremo-nos do brilhantemente genial A maldição do escorpião de
Jade) nem com os loucos anos 20 em França (que, aqui, felizmente, não se
mostram demasiado exagerados como em Meia-noite em Paris, tendo, portanto a
porção certa da época) …
É sempre agradável voltar ao cinema para mais uma obra anual
de Allen com os habituais agradáveis sons do jazz, as habituais intrigas/pensamentos
profundos, os habituais créditos, as habituais personagens complexas… Há,
apenas, uma exceção neste filme – o final feliz – que não é nada habitual em
Allen…
Veredito: ★★★★


